sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Pontos para Reflexão

Culpa - A culpa, além de nos desequilibrar e nos paralisar, é pura perda de tempo. Para livrar-se da culpa, "des-culpe-se" e aprenda com a experiência. Alternativamente, reveja sua escala de valores.
(o sucesso está no equilíbrio)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Consciência ecológica

Dez caminhos para expandir a consciência ecológica.

O início do século XXI caracteriza-se por uma mudança no patamar de consciência ecológica. Bilhões de seres humanos aprenderam que são parte de uma espécie cujas atividades influem sobre o planeta e alteram o rumo da evolução. Descobriram a existência da crise climática planetária e de seu papel na evolução. Nos últimos anos, houve um crescimento vertiginoso na consciência sobre as questões ecológicas em diversos públicos e segmentos sociais e nas práticas ambientais de indivíduos e organizações. Antes periférico, o tema tornou-se central. A conscientização ecológica é um requisito superar a atual crise ambiental e climática, pois dela podem decorrer mudanças de comportamento e atitudes sociais e individuais.

Relacionam-se a seguir dez caminhos que promovem a expansão da consciência ecológica:

1. Choques, catástrofes, colapsos e tragédias despertam indivíduos e sociedades de seu torpor e anestesia. A consciência ecológica é estimulada por tais desastres, que servem para questionar o modo de vida consumista, utilitarista, produtivista. A pedagogia do susto acorda o cidadão e torna-o consciente das conseqüências ambientais negativas de seus hábitos de consumo e de seu estilo de vida. Por meio da dor e do sofrimento causados pelos desastres, pessoas e coletividades aprendem a importância de adotar práticas ecológicas, que previnam e evitem novos desastres. Exemplos: o derramamento de óleo na baia de Guanabara, no ano 2000 provocou mudanças de leis, de práticas empresariais; o susto causado pelo buraco de ozônio sobre a Antártida impulsionou acordos para controlar os gases CFC; as enchentes em Santa Catarina evidenciaram os riscos do inadequado uso do solo e do desmatamento de encostas; o risco associado às mudanças climáticas desencadeia esforços para compreendê-las e atuar de forma responsável. A percepção e a compreensão de riscos à saúde física e psíquica também despertam a consciência.
2. Incentivos e desincentivos econômicos são forma eficaz de induzir mudanças de comportamento no sentido de adotar práticas sustentáveis e ecologicamente responsáveis. Exemplo: as leis de ICMS ecológico. A aplicação de multas e penalizações pode levar a mudanças de comportamento. O corte de crédito para quem não adota praticas sustentáveis é uma forma de fechar a torneira e dificultar tais práticas. Exemplo: resolução do Banco Central que cortou crédito para produtores rurais predatórios na Amazônia. A internalização de externalidades negativas, de custos econômicos, dói no bolso de quem produz os danos e ajuda a construir a consciência ecológica.

3. A regulação também é relevante, por meio da criação de normas e padrões inseridos em contratos, licitações, concorrências, que contemplem a sustentabilidade.

4. Os sentidos - Os incômodos sensoriais são um forte motivador da consciência ecológica e motivam a mobilização social por melhoria das condições ambientais, a saúde e a qualidade de vida. A visão, audição, olfato, paladar, o tato, nos dão uma percepção sensorial do ambiente e alertam para as poluições. Exemplos: mobilizações pela despoluição do ar ou ações contra a poluição sonora em cidades.

5. A tecnologia estende os sentidos e a percepção, permite penetrar em outras dimensões do universo, detectar problemas ambientais não perceptíveis sem a ajuda de instrumentos. A percepção sensorial é insuficiente se desacompanhada de conhecimento; pode-se enxergar e não compreender, pois o sentido sem o saber é cego: um leigo que tenha um câncer de pele e que se observe ao espelho enxerga apenas uma pinta; o saber do especialista decifra o risco e previne o agravamento do dano, ao extirpar as células cancerosas. Com sua luneta, Galileu demonstrou que a Terra girava em volta do Sol. Hoje, telescópios potentes revelam dimensões até hoje desconhecidas do universo; microscópios poderosos penetram nos mistérios do muito pequeno e ampliam a compreensão sobre os processos ecológicos.

6. A ciência é um forte motor para expandir a consciência. O avanço do conhecimento científico expande a compreensão do universo e da psicologia humana, bem como dos riscos a que estamos sujeitos. A sociedade consciente e responsável do século 21 precisará cada vez mais de aporte de conhecimentos e informações e de estar atenta aos temas ambientais para garantir sua própria saúde e qualidade de vida. Ainda que atualmente exista uma predisposição favorável à proteção ambiental, o déficit de saber e a ignorância dificultam a correta tomada de posição. Estamos afogados em informações, mas há uma escassez de sabedoria, observa o biólogo Edward O.Wilson, em seu livro Consiliência, que propõe a unidade do conhecimento. 1A consciência da crise ecológica e climática vem sendo expandida com a divulgação da Avaliação Ecossistêmica do Milênio, de autoria de um painel de cientistas sob os auspícios da ONU; bem como dos relatórios do IPCC – Painel intergovernamental de cientistas sobre a mudança do clima.

7. A formação e educação em todos os níveis e faixas etárias, podem ecologizar cada uma e todas as disciplinas não só no campo do conhecimento técnico e científico, mas também no campo da sensibilidade, da ética e dos valores. A educação ambiental, a educação para a sustentabilidade e outras abordagens, buscam condicionar a consciência a valores ecológicos. As manifestações artísticas expandem a percepção por meio da sensibilidade estética, da criatividade e da imaginação e da emoção. O humor descobre ângulos inusitados para abordar questões ecológicas.

8. A comunicação verbal ou escrita, interpessoal, social, a comunicação de massa, a TV, a internet, facilitaram que bilhões de indivíduos tomassem conhecimento da crise climática. Organizações da sociedade civil se valem da comunicação e da mídia para repercutir seus conhecimentos e pressionar governos. Gestores ambientais têm na comunicação uma ferramenta para se fortalecerem diante de áreas pouco sensíveis. Em 2007 relatórios científicos disseminados pela mídia e pelo cinema, provocaram um salto quantitativo na consciência humana sobre as mudanças climáticas.

9. Ética ecológica – os valores morais ligados à solidariedade e à sustentabilidade são uma força poderosa para impulsionar a expansão da consciência ecológica. A espiritualidade intui dimensões supra-racionais da consciência, não detectadas pelos meios apenas racionais ou intelectuais. As crenças e valores morais e éticos podem impulsionar a consciência e induzir mudança de comportamentos. Assim, por exemplo, as tradições espirituais que acreditam na reencarnação tendem a induzir comportamentos ecológicos, no auto-interesse do ser, nesta e em suas próximas vidas.

10. A meditação, a contemplação, técnicas que harmonizam e tranqüilizam a mente, permitem entrar em estados de consciência menos perturbados e dispersos, mais lúcidos. As abordagens e métodos de observação da realidade; de autoconhecimento e de reflexão, de controle da mente, são de grande valor para a expansão da consciência. No campo psíquico emocional ou mental, há práticas e exercícios que permitem expandir os limites humanos. Entre elas, as práticas de desenvolvimento da atenção e presença no agora, de criatividade por meio das artes e ciências, de meditação, algumas delas desenvolvidas por antigas tradições. A capacidade de concentrar a mente no essencial expande e aprofunda a consciência. A concentração é um método de condicionar a mente, concentrar a energia difusa e despertar poderes latentes. A necessidade, a demanda a crença e o desejo podem ser ecologizados e induzir atitudes e comportamentos ecológicos.
A combinação dessas abordagens de aprendizagem por meio de vivências, do conhecimento sociocultural, de incentivos econômicos, do controle social pode expandir a consciência ecológica e induzir mudanças de comportamentos individuais e coletivos.
1 Consiliência é uma palavra que significa unidade de conhecimento, ou um salto em conjunto do conhecimento. Estuda a concordância ou convergência de idéias e conclusões a partir de diferentes origens e campos e que permite chegar a uma mesma resposta através de diferentes caminhos. Outros esforços nesse sentido vêm sendo empreendidos, como os de Ken Wilber, que escreveu Uma Teoria de Tudo e elaborou um compreensivo esquema que denominou AQAL, por abordar todos os quadrantes e todos os níveis da consciência.
Maurício Andrés Ribeiro - Autor de Ecologizar, de Tesouros da Índia e de Ecologizando a cidade e o planeta.
WWW.ecologizar.com.br mandrib@uol.com.br

Consumo consciente

O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade, maximizando as conseqüências positivas deste ato não só para si mesmo, mas também para as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.

Qual a importância do Consumo Consciente?
A humanidade já consome 25% a mais de recursos naturais do que a capacidade de renovação da Terra. Se os padrões de consumo e produção se mantiverem no atual patamar, em menos de 50 anos serão necessários dois planetas Terra para atender nossas necessidades de água, energia e alimentos. Esta situação já é refletida, por exemplo, no acesso irregular à água de boa qualidade em várias partes do mundo, na poluição dos centros urbanos e no aquecimento global.
Não é preciso dizer que esta situação pode dificultar a vida no planeta, inclusive da própria humanidade. A melhor maneira de mudar isso é a partir das escolhas de consumo.
O impacto das escolhas de consumo determina as características do mundo em que vivemos.
Ao decidir sobre as seis dimensões do consumo – porque comprar, o que comprar, como comprar, de quem comprar, como usar e como descartar o que não serve mais – o consumidor está “votando” no mundo em que quer viver. Ao consumir, as pessoas podem usar seu poder de escolha para maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos.

Consumo Consciente: O que fazer - Dicas
Energia
Faça economia com a geladeira
Economize energia ao lavar e passar a roupa
Ilumine sua casa sem desperdício
Use o ar-condicionado com moderação
Evite usar aparelhos elétricos ou eletrônicos no horário de pico
Diminua o tempo do banho
Gaste menos combustível com o carro
Deixe o carro na garagem um dia por semana
Prefira equipamentos com selo Procel

Tirar do lixo materiais que podem ser reciclados traz benefícios à sociedade e ao meio ambiente.
A quantidade de lixo domiciliar produzida no Brasil atualmente é de 115 mil toneladas por dia. Se esse lixo fosse colocado de uma só vez em caminhões, haveria uma fila de 16.400 deles ocupando 150 quilômetros de estrada. Em apenas três dias, essa fila ultrapassaria a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Cerca de 30% de todo o lixo é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas. Tirar esses materiais do lixo traz uma série de vantagens. Uma delas é recursos naturais e de energia que se faz com a reciclagem. Cada lata de alumínio reciclada, por exemplo, economiza energia elétrica suficiente para manter uma lâmpada de 60 watts acesa por quatro horas. E a reciclagem de 100 toneladas de plástico evita o uso de 1 tonelada de petróleo.
A coleta seletiva também diminui o volume de lixo que vai para os aterros sanitários, aumentando sua vida útil e evitando que as prefeituras tenham de gastar dinheiro com a construção de novos aterros. Outro ganho para a sociedade acontece quando os materiais recicláveis são encaminhados para centrais de triagem mantidas por cooperativas de catadores, que têm ali um trabalho mais digno do que vasculhar recicláveis pelas ruas ou em lixões.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pensamento

É muito importante que o homem tenha idéias. Sem elas, não se vai a parte alguma. No entanto, é irrelevante alcançá-las ou não. É apenas necessário mantê-las vivas e procurar atingi-las.
Dalai-Lama

domingo, 14 de junho de 2009

Dicas de como enfrentar o aquecimento global

Entenda por que é tão importante reduzir o consumo de três itens imprescindíveis nos dias de hoje.

ÁGUA: recurso esgotável e raro em muitos lugares do mundo. Se em apenas 05 minutos você escovar os dentes com a torneira aberta, 12 litros de água potável serão desperdiçados.

ENERGIA ELÉTRICA: O consumo cada vez maior requer a construção de mais usinas hidrelétricas e mais florestas vão desaparecer para dar lugar a elas. O simples gesto de desligar as luzes dos ambientes quando estiverem vazios pode ajudar a evitar mais hidrelétricas (além de contar com a economia financeira).

COMBUSTÍVEIS: A queima dos fósseis, como o diesel e a gasolina, é a maior responsável pela emissão de gases do aquecimento global. Segundo pesquisas, nas grandes cidades são produzidos 75% de todo o CO2 jogado na atmosfera. Pense nisso antes de entrar no carro só para ir à padaria na esquina.

Como percorrer a cidade de maneira mais amigável:
1 - Ao comprar um carro, faça uma análise de qual o tamanho ideal para suas necessidades. Veículos maiores consomem e poluem mais. Modelos do tipo flex estão adequados às normas de proteção ao meio ambiente. Lembre-se: prefira abasrecer com etanol. O etanol (alcool) polui menos.
2 - Carro requer manutenção. Faça uma regulagem periódica, sempre que possível. Troque o óleo nos prazos indicados pelo fabricante, verifique filtros de ar e de óleo. Toads essas medidas economizam combustível e ajudam a emitir menos CO2 no ar (além de evitar o desgaste precoce do motor).
3 - Carro não é o meio de transporte ecologicamente mais correto. Use-o com moderação, em especial os carros à diesel. Ande mais em transporte coletivo, e, quando possível, ande de bicicleta.
4 - Compartilhe seu carro. Pratique a "carona solidária" e diminua a emissão de poluentes, levando pessoas que fariam o mesmo trajeto separadamente. Praticando o revezamento, terá uma economia financeira e poupará o meio ambiente.
5 - Não pratique atitudes grosseiras de atirar latas ou outros dejetos pela janela do carro. Os resíduos despejados nas ruas, além da poluição visual, são arrastados pela chuva, entopem bueiros, chegam aos rios e represas, causam enchentes e prejudicam a qualidade da água que consumimos.

Atitudes simples que torna nossa casa um ambiente voltado à sustentabilidade:
1 - Os aparelhos que ficam dia e noite em modo stad by consomem energia sem necessidade. Puxe a tomada de todos eles quando não estiverem em uso e tenha certeza: o valor de sua conta de luz vai diminuir.
2 - Quando comprar eletrodomésticos, escolha os mais eficientes (que consomem menos energia). É possível conhecê-los pelo selo do procel (nas marcas nacionais) ou energy star (nos importados).
3 - Viva seu dia com luz natural. Abra janelas, cortinas, persianas, deixe o sol entrar e iluminar sua casa em vez de acender lâmpadas. Além de fazer muito bem ao seu humor, você também vai economizar dinheiro no fim do mês.
4 - Mude a geladeira ou freezer de lugar. Ao colocá-los próximos do fogão ou de áreas onde bate sol, eles utilizam mais energia para compensar o ganho de temperatura. Não colocar panos e roupas para secar atrás da geladeira, pois consome energia extra, além do desgaste do motor.
5 - Troque as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes. Elas duram até 10 vezes mais, são mais eficientes e economizam até um terço de energia elétrica.
6 - Pendure as roupas no varal em vez de usar a secadora.
7 - Não usar a mangueira de água para varrer quintal e calçadas "vassourinha hidráulica". Em 15 minutos, 280 litros de água escorrem para o ralo inutilmente. Seja consciente, pegue a vassoura, junte a sujeira, recolha com a pá e só depois enxague o chão. Se possível, utilize a água da lavagem da roupa para lavagem da calçada.
8 - Muito luxo produz muito lixo. Pense antes de sair comprando tudo o que aparecer pela frente. Com essa atitude você vai fazer a diferença, combatendo o desperdício, diminuindo a montanha de embalagens descartadas e, de quebra, espantando as dívidas.
9 - Cultive uma pequena horta em vasos ou mesmo num cantinho do quintal. Além da higiene mental, você colherá ervas, condimentos e hortaliças frescas diretamente da terra.
10 - Não asfixie suas plantinhas com adubos químicos. Restos de alimentos que você despeja na lixeira são bons fertilizantes orgânicos. Espalhar casca de ovo, de frutas e de legumes, pó de café, saquinhos de chá e pão velho nos vasos ajuda a deixar as plantas mais fortes e bonitas.
11 - Sofrer em engarrafamento para ir ao banco e depois testar a paciência numa fila interminável são coisas do passado. Faça uso da tecnologia, colocando em dia todas as suas transações financeiras pela internet, sem sair do conforto de casa e contribuindo para a diminuição da poluição.
12 - procure fazer compras caminhando até o mercadinho perto de sua casa ou ir à feira a pé. Você economizará no combustível, economiza a paciência sem precisar procurar vaga no estacionamento e não polui o ar com a queima de combustível.
13 - Prefira consumir produtos locais e da estação. Eles não precisam ser transportados de longa distância e, por isso, a emissão de carbono e de poluição é mínima.
14 - Pare e pense bem antes de descartar todos aqueles objetos que já não interessa mais a você Que tal doá-los a alguma entidade assistencial? Esse material que está apenas ocupando espaço em sua casa certamente será útil para muita gente.
15 - Ao fazer compras, leve sua sacola, de preferência as de pano resistente. Com esse gesto simples, você deixará de participar da farra das sacolinhas plásticas, que entopem cada vez mais os lixões das grandes cidades.

No Trabalho
1 - Lute para que a companhia onde você trabalha adote atitudes mais sustentáveis. Dê dicas para que a direção da empresa tome medidas de economia de energia elétrica, água e materiais de consumo.
2 - A quantas reuniões rápidas você já teve de ir depois de enfrentar horas no trânsito para ir e voltar? Às vezes é possível resolver isso por telefone ou em programas de comunicação on-line de seu próprio computador.
3 - Se tiver meios, prefira um notebook. Ele consome menos energia que um computador de mesa.
4 - Prefira o papel ecoeficiente ou o reciclado. A produção do ecoeficiente usa de maneira racional os recursos da natureza. Tem como matéria-prima o eucalipto para essa finalidade e colhido após sete anos. Para ficar com a aparência que todos conhecem, enfrenta processo de branqueamento. O papel ecoeficiente é feito de fibra de árvores manejadas de forma sustentável, evitando o impacto negativo ao meio ambiente.
5 - Leve de casa sua própria caneca ou uma garrafinha para água. Assim, você evitará que uma grande quantidade de copos plásticos sejam jogados no lixo.

Transforme-se em um cidadão sustentável. Pequenos gestos podem produzir grandes resultados.

1 - Evite usar o elevador e use mais a escada se tiver de subir ou descer um ou dois andares. Alinal, além da economia de energia elétrica, o esforço pode resultar em um corpo mais saudável.
2 - Plante uma árvore. Ela pode absorver até uma tonelada de CO2 durante sua vida e é bom abrigo a aves.
3 - Conscientize seus filhos, familiares e amigos, quanto aos problemas com o aquecimento global.
4 - Convença familiares, amogos ou vizinhos, de que as atitudes aqui sugeridas podem ajudar a mudar o mundo para melhor. Afinal, alguém tem de fazer alguma coisa para reverter esse jogo a favor da sustentabilidade.
5 - Disseminar as práticas aqui sugeridas é uma atitude sustentável.

O que pode e o que não pode ser reciclado

PODE:
Garrafa e pote de vidro; garrafa pet; sacola de plástico; papel e papelão; filme plástico de embalagem; lata de aço, incluindo a de aerosol; lata de alumínio; isopor; tampa de aço de pote e de garrafa; pape-alumínio e embalagem de marmitex; embalagem longa-vida; lâmpada incandescente e fluorescente.

NÃO PODE:
Vidro refratário de panela e travessa para microondas; espelho; lenço de papel, papel higiênico, absorvente e fralda descartável; louça; barbeador descartável; papel-carbono; esponja de aço; etiqueta adesiva; clipe e grampo; cabo de panela; tomada.

O que fazer com o óleo da fritura?
Um dos grandes problemas da poluição dos mananciais vem do hábito de jogar o óleo usado em fritura no encanamento. "Um litro de óleo pode contaminar até 1 milhão de litros de água. Não provoque esse impacto. Armazene o óleo em garrafas para doá-los a instituições que fazem biodiesel e sabão com ele".

Coleta seletiva é um sistema de recolhimento de materiais descartados para serem reciclados ou mesmo reutilizados.

Reciclar é o processo de transformação de materiais (plástico, papel, metal, vidro) em novos produtos. Isso economiza matéria-prima, água e energia elétrica, além de diminuir a quantidade de dejetos nos aterros sanitários.

Lixo é tudo aquilo descartado pelo homem, considerando inutilizável, sem mais uso, sendo diretamente proporcional às atividades industriais, urbans e crescimento populacional.

Linha do Tempo
A Revolução Industrial gerou riqueza nunca antes vista, mas trouxe também resultados nada agradáveis: o aumento da emissão de CO2 na atmosfera, diversos desastres ecológicos e o aquecimento global. Acompanhe os principais fatos e consequências dos tempos modernos e entenda por que fazer algo para resolver a situação agora mesmo.

1765 - James Watt aperfeiçoa a máquina a vapor, marco da Revolução Industrial.
1824 - O francês Jean-Baptiste Fourier publica sua teoria sobre o efeito estufa, na qual os gases presentes na atmosfera mantêm a Terra aquecida de forma a possibilitar a vida no planeta.
1850 - Chegada do petróleo e da eletricidade.
1855 - O químico Alexander Parkes inventa o plástico.
1859 - O inglês Charles Darwin elabora a teoria da evolução em sua obra de destaque A Origem das Espécies.
1878 - É estabelecida a Organização Meteorológica Internacional (OMI).
1888 - O irlandês John Boyd Dunlop inventa o pneu.
1896 - O sueco Svante Arrhenius levanta a hipótese de que o aquecimento global é potencializado pela queima de combustíveis fósseis.
1908 - Henry Ford inicia a produção em massa de carros padronizados.
1920 - Metade dos carros no mundo é do modelo T, da Ford.
1947 - A Organização Meteorológica Mundial (OMM) sucede a OMI.
1957 - O efeito estufa é monitorado pela primeira vez por Charles David Keeling.
1961 - É criada a WWF em Zurique, Suiça, por um grupo de cientistas.
1962 - A bióloga marinha Rachel Carson lança seu polêmico livro Primavera Silenciosa, provando que pesticidas e inseticidas envenenam todo o meio ambiente, solo, água e animais.
1968 - É realizada a Conferência da Biosfera, em Paris, que tratou dos aspectos científicos da conservação do ambiente natural.
1971 - Nasce o Greenpeace. O grupo protesta contra os testes nucleares norte-americanos nas ilhas Aleuta.
1972 - Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, Suécia. É a primeira a abordar os aspectos políticos, sociais e econômicos dos problemas ambientais.
1975 - Governo lança o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool.
1984 - Toneladas de gases letais vazam da fábrica de agrotóxicos da Union Carbide, em Bhopal, Índia. É considerado o pior desastre químico da história.
1986 - Reator atômico em Chernobyl explode e mata mais de 4 mil pessoas.
1988 - É lançado o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).
1989 - Criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos NAturais Renováveis (IBAMA).
1989 - O petroleiro Exxon Valdez naufraga em Bligh Reef, no Alasca, e espalha 11 milhões de galões de óleo no mar.
1992 - Mais de 160 governos assinam a Convenção Marco sobre Mudança Climática, na ECO-92, no Rio de Janeiro.
1993 - É criado o Forest Stewardship Council (FSC), certificação florestal internacional.
1997 - A cidade francesa de La Rochelle é a primeira do mundo a promover o dia sem carro.
1997 - Em Kyoto, Japão, 84 países assinam um acordo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
1998 - O calor aumenta de forma anormal devido ao El Niño.
2000 - Nasce a Declaração do Milênio, uma série de objetivos a serem alcançados pelo esforço conjunto de governos e sociedade.
2002 - Criação do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal (FSC Brasil).
2002 - Johannesburgo, na África do Sul, sedia a Rio+10, que resulta em uma série de ações para viabilizar o desenvolvimento sustentável em todo o mundo.
2002 - Irlanda introduz o Plastax, imposto cobrado sobre cada saco de plástico distribuído.
2003 - Implantação do pedágio urbano em Londres.
2003 - Fundação da Bolsa do Clima de Chicago.
2005 - Entra em vigor o Protocolo de Kyoto, com a adesão de mais de 150 países.
2005 - Ano mais quente do século.
2007 - O filme Uma Verdade Incoveniente, com Al Gore, é premiado com o Oscar de melhor documentário.
2007 - A prefeitura de Paris cria o sistema Vélib', de bicicletas públicas.
2007 - Al Gore e IPCC ganha o Prêmio Nobel da PAz.
Estimativa para 2030 - 5 bilhões de pessoas (60% da população mundial) viverão em cidades.
Fonte: (Planeta Sustentável)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Carbono e o Aquecimento

O excesso de emissão de dióxido de carbono no ar acentuou o processo de aquecimento do planeta. Isso tem causado mudanças climáticas, como violentos furacões, secas inusitadas, enchentes e o degelo das calotas polares, que está aumentando o nível do mar, o que pode afetar milhões de habitantes das regiões litorâneas.
Os maiores responsáveispor esse aumento são as queimadas e a atividade industrial. Mas a liberação de dióxido de carbono também é feita por praticamente todos nós. Ela acontece, por exemplo, em atividades cotidianas como o uso de objetos de plástico ou o simples fato de tirar o carro da garagem. Para se ter uma idéia, só na cidade de São Paulo cerca de 16 milhões de toneladas de CO2 são emitidas por ano. Da Revolução Industrial até os dias atuais, a temperatura teve um aumento de aproximadamente 0,8ºC. Caso o crescimento passe dos 2ºC, as consequências podem ser catastróficas.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Terremoto devastador

A tragédia das crianças

Terremoto no sudoeste da China destrói cidades e se mostra
particularmente devastador para os mais jovens. Pelo menos
oito escolas desabaram, soterrando milhares de estudantes
(Duda Teixeira)

ESPERANÇA
Menina aguarda o resgate sob os escombros de escola na cidade de Beichuan: tremor de 7,9 pontos ocorreu durante as aulas da tarde.
A tragédia na China tem uma face predominante: a de milhares de crianças e adolescentes soterrados pelos tijolos e vigas de concreto de suas escolas, destruídas pelo terremoto. No início da tarde de segunda-feira da semana passada, dia 12, quando ocorreu o abalo sísmico de 7,9 pontos na escala Richter, com epicentro a 1 500 quilômetros de Pequim, os estudantes estavam em horário de aula. Durante dois minutos, tempo que durou o tremor, oito escolas desabaram sobre a cabeça de professores e alunos. Eram construções projetadas para resistir a um tremor com no máximo um quinto da força do ocorrido na semana passada. Na sexta-feira, havia pouca esperança de que os 850 estudantes sob os escombros de uma escola na cidade de Dujiangyan pudessem ser resgatados com vida. Apenas cinqüenta foram salvos. Em Qingchuan, um colégio de três andares veio abaixo quando as crianças tiravam um cochilo. Quase 200 morreram.
No que sobrou dos prédios, voluntários tentavam retirar os corpos com as próprias mãos, debaixo de uma chuva que durou dois dias. Pais e avós cercavam os escombros à espera de notícias. Na quinta-feira, quando as chances de encontrar sobreviventes se esvaíam e as equipes de resgate já usavam máscara cirúrgica para abrandar o cheiro dos corpos em decomposição, alguns pais ainda insistiam em vasculhar os destroços na esperança vã de encontrar os filhos. Em um país que adota a política do filho único e multa os casais que violam a regra, as cidades mais afetadas pelo terremoto praticamente perderam uma geração inteira de seus cidadãos. Na sexta-feira, o número oficial de mortos estava em 22 000. O governo estimava que pode passar de 50.000 quando as buscas terminarem.
O terremoto, o mais destruidor dos últimos 32 anos na China, ocorreu com a movimentação das rochas a uma profundidade de 19 quilômetros. Liberou energia equivalente a 900 bombas atômicas como a que destruiu Hiroshima. Um rasgo de no mínimo 250 quilômetros abriu-se sob a superfície do solo. Nas cidades localizadas em cima da falha geológica onde ocorreu o epicentro do abalo, 85% dos edifícios ruíram. Em Dujiangyan, as encostas das montanhas cederam, alterando completamente a paisagem. Ao todo, 10 milhões de pessoas foram afetadas, a maioria na província de Sichuan. A três meses do início das Olimpíadas de Pequim, com as quais o país pretende expor-se como uma potência em ascensão, o governo chinês tinha razões redobradas para socorrer as vítimas com rapidez e eficiência. Mais de 100.000 soldados foram enviados à região. Impossibilitados de chegarem ao local em helicópteros, devido à chuva forte, ou em caminhões, pois as estradas estavam destruídas, os soldados seguiram a pé em direção às áreas mais afetadas. A cidade mais próxima do epicentro, Wenchuan, só foi alcançada pelas tropas dois dias depois do tremor. Em Yingxiu, somente 2.300 dos 10.000 habitantes foram encontrados vivos. Gu Qinghui, representante da Cruz Vermelha, disse a um canal de televisão: "Eu acabei de voltar de Beichuan esta manhã. Não existe mais Beichuan". Nenhum dos edifícios da cidade passou incólume aos tremores.
(Andy Wong/AP)

As cenas do terremoto de Sichuan foram transmitidas ininterruptamente pelos canais de televisão chineses. Um dos casos que comoveram o país foi o da adolescente Yang Liu, que ficou presa pelas pernas sob os blocos de concreto de sua escola, de quatro andares, em Mianzhu. Liu ganhou um capacete de proteção e, por três dias, recebeu alimentos e água das equipes de resgate. Remover os blocos que a prendiam, no entanto, faria com que todo o restante viesse abaixo e ela acabaria morrendo. Na quinta-feira, os médicos amputaram as pernas da menina no próprio local, em uma operação que durou vinte minutos. A presteza do governo chinês em se esforçar nos resgates e a divulgação da tragédia em cadeia nacional marcam uma mudança considerável na política do Partido Comunista. Horas após o terremoto ter pulverizado as cidades, o primeiro-ministro Wen Jiabao voou de helicóptero à província de Sichuan para acompanhar os trabalhos de resgate e dizer que o país aceitaria de bom grado ajuda internacional. "Aqui é o vovô Wen Jiabao. Aguardem, crianças, que vocês serão resgatadas", disse ele sobre os escombros de uma escola.
Tal comportamento seria inimaginável em 1976, quando um terremoto atingiu Tangshan, a 155 quilômetros de Pequim. Naquele ano, a China vivia os últimos suspiros da revolução cultural de Mao Tsé-tung. A própria existência da catástrofe foi negada por vários meses. Os sucessores de Mao recusaram ajuda estrangeira e deixaram o resgate das vítimas a cargo de soldados mal equipados. O número oficial de mortos só foi conhecido três anos depois: 240 000. Estrangeiros foram proibidos de chegar ao local durante sete anos. Em 1975, quando inundações no Rio Huai mataram 30 000 pessoas, as rotas dos aviões eram desviadas para que os passageiros não vissem a destruição.
A diferença em lidar com a tragédia se deve às mudanças profundas pelas quais o país passou desde então. Com o capitalismo, a China de hoje é mais de dez vezes mais rica. O país, assim, tem mais recursos para mobilizar helicópteros, soldados e enviar remédios e alimentos às vítimas. A abertura econômica também tem obrigado a ditadura de partido único a se preocupar com a imagem internacional do regime. Há dois meses, por exemplo, a comoção mundial que se seguiu à repressão, pelo governo chinês, dos protestos de monges tibetanos incluiu até a perseguição global à tocha olímpica. O episódio lembrou aos dirigentes chineses quanto a opinião internacional importa a um país que busca seu lugar entre os grandes. "O governo já aceitou negociar com o líder tibetano Dalai-Lama, vai promover eleições locais e está aumentando a liberdade dentro do partido comunista", disse a VEJA o especialista chinês em relações internacionais Dali Yang, diretor do Instituto Asiático de Cingapura. "Muitas vezes o governo volta atrás em alguns avanços, mas há uma tendência geral de abertura."
No caso do terremoto, a China adotou uma postura de humildade e aceitou receber ajuda de equipes de resgate do Japão, da Rússia, de Cingapura, da Coréia do Sul e até mesmo de Taiwan, país cuja soberania não reconhece. Os chineses querem evitar a todo custo um adiamento nas Olimpíadas de Pequim. Antecedentes para isso havia. Quando o vírus da síndrome respiratória aguda (Sars) fez as primeiras vítimas na Ásia, por exemplo, a sede da Copa do Mundo de futebol feminino de 2003 foi transferida da China para os Estados Unidos. O drama causado pelo terremoto levou a uma decisão menos radical do comitê olímpico: resumiu-se a reduzir pela metade o percurso da tocha olímpica no país e eliminar os discursos previstos para o trajeto. A 650 quilômetros do epicentro do terremoto, outro país asiático dá uma amostra de como não lidar com uma calamidade natural. Duas semanas após um ciclone com ventos de 190 quilômetros deixar 100 000 mortos em Mianmar, a ditadura militar que governa o país continua se recusando a receber a ajuda de equipes de resgate estrangeiras. Os alimentos doados por organizações internacionais são simplesmente confiscados pelo regime, sem chegar aos desabrigados. A ditadura de Mianmar é a ditadura da China de trinta anos atrás.
(Com reportagem de Alexandre Salvador Publicidade)(veja).

Meio Ambiente -História

História no Brasil

ANO ACONTECIMENTOS

- SÉCULO XIX -
1808
Criação do Jardim Botânico no Rio de Janeiro
1850
Lei 601 de Dom Pedro II proibindo a exploração florestal nas terras descobertas, a lei foi ignorada, continuando o desmatamento para implantação da monocultura de café.
1876
André Rebouçãs sugere a criação de parques nacionais na Ilha de Bananal e em Sete Quedas.
1891
Decreto 8.843 cria reserva florestal em Acre, que não foi implantada ainda.
1896
Foi criado o primeiro parque estadual em São Pablo. Parque da Cidade.

- SÉCULO XX -
1920
O pau brasil é considerado extinto
1932
Realiza-se no Museu Nacional a primeira Conferência Brasileira de Proteção à Natureza
1934
Decreto 23793 transforma em Lei o Anteprojeto de Código Forestal
1937
Cria-se o Parque Nacional de Itatiaia
1939
Cria-se o Parque Nacional do Iguaçu

- anos 60 -
1961
Jânio Quadros, declara o pau brasil como árvore símbolo nacional, e o ipê como a flor símbolo nacional

- anos 70 -
1971
Cria-se em Rio Grande do Sul a associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural . AGAPAN
1972
A Delegação Brasileira na Conferência de Estocolmo declara que o pais está “aberto a poluição, porque o que se precisa é dólares, desenvolvimento e empregos” . Apesar disto, contraditoriamente o Brasil lidera os países do Terceiro Mundo para não aceitar a Teoria do Crescimento Zero proposta pelo Clube de Roma
1972
A Universidade Federal de Pernambuco inicia uma campanha de reintrodução do pau brasil considerado extinto em 1920.
1973
Cria-se a Secretaria Especial do Meio Ambiente, SEMA, no âmbito do Ministério do Interior,que entre outras atividades, começa a fazer Educação Ambiental
1976
A SEMA e a Fundação Educacional do Distrito Federal e a Universidade de Brasília. Realizam o primeiro curso de Extensão para professores do 1o Grau em Ecologia .
1977
Implantação do Projeto de Educação Ambiental em Ceilândia. (1977 - 81).
1977
SEMA constitui um grupo de trabalho para elaboração de um documento de Educação Ambiental para definir seu papel no contexto brasileiro.
1977
Seminários Encontros e debates preparatórios à Conferência de Tbilisi são realizados pela FEEMA-RJ
1977
A disciplina Ciências Ambientais passa a ser obrigatória nos cursos de Engenharia.
1978
A Secretaria de Educação de Rio Grande do Sul desenvolve o Projeto Natureza (1978 - 85)
1978
Criação de cursos voltados para as questões ambientais em varias universidades brasileiras.
1978
Nos cursos de Engenharia Sanitária inserem-se as disciplinas de Saneamento Básico e Saneamento Ambiental
1979
O MEC e a CETESB/ SP, publicam o documento “Ecologia uma Proposta para o Ensino de 1o e 2o Graus.

- anos 80 -
1981
Lei Nr. 6938 do 31 de Agosto, dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente (Presidente Figueiredo)
1984
Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), apresenta uma resolução estabelecendo diretrizes para a Educação Ambiental, que não é tratada.
1986
A SEMA junto com a Universidade Nacional de Brasília, organiza o primeiro Curso de Especialização em Educação Ambiental . (1986 a 1988)
1986
I Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente
1986
Seminário Internacional de Desenvolvimento Sustentado e Conservação de Regiões Estuarino – Lacunares (Manguezais) São Paulo
1987
O MEC aprova o Parecer 226/87 do conselheiro Arnaldo Niskier, em relação a necessidade de inclusão da Educação Ambiental nos currículos escolares de 1o e 2o Graus
1987
Paulo Nogueira Neto representa ao Brasil na Comissão Brundtland
1987
II Seminário Universidade e Meio Ambiente, Belém, Pará.
1988
A Constituição Brasileira, de 1988, em Art. 225, no Capítulo VI - Do Meio Ambiente, Inciso VI, destaca a necessidade de ‘’promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente’’. Para cumprimento dos preceitos constitucionais, leis federais, decretos, constituições estaduais, e leis municipais determinam a obrigatoriedade da Educação Ambiental.
1988
Fundação Getúlio Vargas traduz e publica o Relatório Brundtland, Nosso Futuro Comum.
1988
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente de SP e a CETESB , publicam a edição piloto do livro “Educação Ambiental” Guia para professores de 1o e 2o Graus.
1989
Criação do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), pela fusão da SEMA, SUDEPE, SUDEHVEA e IBDF. Nele funciona a Divisão de Educação Ambiental.
1989
Programa de Educação Ambiental em Universidade Aberta da Fundação Demócrito Rocha,por meio de encartes nos jornais de Recife e Fortaleza.
1989
Primeiro Encontro Nacional sobre Educação Ambiental no Ensino Formal . IBAMA/ UFRPE. Recife
1989
Cria-se o Fundo Nacional de Meio Ambiente FNMA no Ministério do Meio Ambiente MMA.
1989
III Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente. Cuiabá. MT

- anos 90 -
1990
I Curso Latino-Americano de Especialização em Educação Ambiental . PNUMA/IBAMA/CNPq/CAPES/UFMT. CUIABÁ- MT (1990 a 1994)
1990
IV Seminário Nacional sobre Universidade e Meio Ambiente, Florianópolis, SC.
1991
MEC resolve que todos os currículos nos diversos níveis de ensino deverão contemplar conteúdos de Educação Ambiental (Portaria 678 (14/05/91).
1991
Projeto de Informações sobre Educação Ambiental , IBAMA/ MEC;
1991
Grupo de Trabalho para Educação Ambiental coordenado pelo MEC, preparatório para a Conferência do Rio 92.
1991
Encontro Nacional de Políticas e Metodologias para Educação Ambiental . MEC/ IBAMA/Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República/ UNESCO/ Embaixada do Canadá.
1992
Criação dos Núcleos Estaduais de Educação Ambiental do IBAMA, NEA’s.
1992
Participação das ONG’s do Brasil no Fórum de ONG’s e na redação do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis. Destaca-se o papel da Educação Ambiental na construção da Cidadania Ambiental.
1992
O MEC promove no CIAC do Rio das Pedras em Jacarepagua Rio de Janeiro o Workshop sobre Educação Ambiental cujo resultado encontra-se na Carta Brasileira de Educação Ambiental, destacando a necessidade de capacitação de recursos humanos para EA
1993
Uma Proposta Interdisciplinar de Educação Ambiental para Amazônia. IBAMA, Universidades e SEDUC’s da região, publicação de um Documento Metodológico e um de caráter temático com 10 temas ambientais da região.(1992 a 1994)
1993
Criação dos Centros de Educação Ambiental do MEC, com a finalidade de criar e difundir metodologias em Educação Ambiental;
1994
Aprovação do Programa Nacional de Educação Ambiental , PRONEA, com a participação do MMA/IBAMA/MEC/MCT/MINC
1994
Publicação da Agenda 21 feita por crianças e jovens em português. UNICEF.
1994
3º Fórum de Educação Ambiental
1995
Todos os Projetos Ambientais e/ou de desenvolvimento sustentável devem incluir como componente atividades de Educação Ambiental .
1996
Criação da Câmara Técnica de Educação Ambiental do CONAMA
1996
Novos Parâmetros Curriculares do MEC, nos quais incluem a Educação Ambiental como tema transversal do currículo.
1996
Cursos de Capacitação em Educação Ambiental para os técnicos das SEDUC’s e DEMEC’s nos Estados, para orientar a implantação dos Parâmetros Curriculares. Convênio UNESCO - MEC
1996
Criação da Comissão Interministerial de EA. MMA
1997
Criação da Comissão de Educação Ambiental do MMA
1997
I Conferência Nacional de Educação Ambiental. Brasília. ICNEA
1997
Cursos de Educação Ambiental organizados pelo MEC – Coordenação de Educação Ambiental, para as escolas Técnicas e Segunda etapa de capacitação das SEDUC’s e DEMEC’s. Convênio UNESCO – MEC
1997
IV Fórum de Educação Ambiental e I Encontro da Rede de Educadores Ambientais. Vitória.
1997
I Teleconferência Nacional de Educação Ambiental .Brasília, MEC
1998
Publicação dos materiais surgidos da ICNEA
1999
Criação da Diretoria de Educação Ambiental do MMA Gabinete do Ministro
1999
Aprovada a Lei 9.597/99 que institui a Política Nacional de EA
1999
Programa Nacional de Educação Ambiental (PNEA)
1999
Criação dos Movimento dos Protetores da Vida Carta de Princípios Brasília DF
1999
A Coordenação de EA do MEC passa a formar parte da Secretária de Ensino Fundamental - COEA

- anos 2000 -
2000
Seminário de Educação Ambiental organizado pela COEA/ MEC Brasília DF
2000
Curso Básico de Educação Ambiental a Distância DEA/ MMA UFSC/ LED/ LEA
2002
Lançado o Sistema Brasileiro de Informação sobre Educação Ambiental e Práticas Sustentáveis (SIBEA)
2002
Decreto Nº 4.281, de 25 de junho de 2002. Regulamenta a Lei que institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências
2004
Em setembro é realizada a Consulta Pública do ProNEA, o Programa Nacional de Educação Ambiental, que reuniu contribuições de mais de 800 educadores ambientais do país.
Em novembro foi realizado o V Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, após sete anos de intervalo ocorrido entre o IV Fórum, com o lançamento da Revista Brasileira de Educação Ambiental e com a criação da Rede Brasileira de Educomunicação Ambiental - REBECA.
Ainda em novembro, após dois anos de existência enquanto Grupo de Estudos, é oficializado o Grupo de Trabalho em Educação Ambiental da ANPEd, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação.
Em dezembro é criado o Grupo de Trabalho de Educação Ambiental no FBOMS, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais.

Efeito estufa e as mudanças climáticas

Efeito Estufa e as Mudanças Climáticas


A Terra absorve a radiação solar, principalmente na superfície. Essa energia é então redistribuída pela circulação atmosférica e oceânica e radiada para o espaço em comprimentos de onda mais l
ongos (radiação "terrestre" ou "infravermelha"). Em média, para a Terra como um todo, a energia solar recebida é equilibrada pela radiação terrestre devolvida. Qualquer fator que altere a radiação recebida do sol ou enviada de volta para o espaço, ou que altere a redistribuição da energia dentro da atmosfera e entre a atmosfera, a terra e os oceanos pode afetar o clima. Uma mudança na energia disponível para o sistema global Terra/atmosfera é denominada um forçamento radiativo.

Os aumentos das concentrações de Gases de Efeito Estufa-GEE reduzirão a eficiência com que a Terra se resfria. Uma maior parte da radiação terrestre da superfície é absorvida pela atmosfera e emitida em altitudes mais elevadas e temperaturas mais frias. Isso resulta em um forçamento radiativo positivo que tende a aquecer a baixa atmosfera e a superfície. Essa é a intensificação do efeito estufa - a intensificação de um efeito que vem atuando na atmosfera da Terra há bilhões de anos devido aos gases de efeito estufa que ocorrem naturalmente: vapor d'água, dióxido de carbono, ozônio, metano e óxido nitroso. O total do aquecimento depende da magnitude do aumento da concentração de cada gás de efeito estufa, as propriedades radiativas dos gases envolvidos e as concentrações de outros Gases de Efeito Estufa já presentes na atmosfera.

Esta troca de energia entre a superfície e a atmosfera mantém as atuais condições que proporcionam uma temperatura média global, próxima à superfície, de 14oC. A não existência do efeito estufa natural acarretaria uma temperatura média próxima à superfície de -19oC, representando 33oC a menos do que a média da temperatura observada. O efeito estufa natural é parte do balanço de energia da Terra,

Qualquer mudança no balanço radiativo da Terra tenderá a alterar as temperaturas atmosféricas e oceânicas e os correspondentes padrões de circulação e tempo. Será acompanhada por mudanças no ciclo hidrológico (por exemplo, alterações na distribuição das nuvens ou mudanças nos regimes de precipitação e evaporação), que podem intensificar processos de desertificação e inundações, provocam perdas de produtividade agrícola e de áreas agricultáveis. Pode também tornar mais intensos fenômenos extremos tais como furacões, tufões, ciclones e tempestades tropicais.

Qualquer mudança induzida pelo homem no clima será sobreposta às variações climáticas naturais que são causadas pela variabilidade da intensidade solar e as erupções vulcânicas. As atividades antrópicas, em particular a queima de combustíveis fósseis, mas também a mudança no uso da terra e, em menor grau, a produção de cimento, promovem o aumento dos GEE ou dos aerossóis de sulfato emitidos pela queima de combustíveis fósseis contendo enxofre, que provocam um pequeno esfriamento.

O aquecimento observado nos últimos 50 anos é em grande parte devido à emissão antrópica de GEE. A média de temperatura da superfície da Terra começou a crescer desde 1861, se comparada aos últimos mil anos. O aquecimento da superfície ocorrido no século 20 foi de 0,6+/- 0,2 em relação à média dos últimos mil anos.

As previsões do Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC, 2001, são a de um aumento da média global da temperatura entre 1,4 a 5,8 0C e a de um aumento no nível dos mares causado pela expansão térmica dos oceanos e o derretimento das calotas polares. A previsão é de uma elevação dos mares entre 0,09 e 0,88 metros, para os próximos 100 anos (até 2100).

Fonte: IPCC, 1996 e 2001.

domingo, 29 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

P.D.

Questões:
1- Como podemos proteger os nossos rios da degradação ambiental?
2- Qual a quantidade de água doce disponível em todo o mundo para uso humano?
3- O que podemos fazer para evitar o desperdício de água?
4- Comente sobre a distribuição de água doce no Brasil.
5- O que são recursos hídricos?
6- Comente sobre "O Aquífero Guaraní".
7- Qual a finalidade da "Declaração Universal dos Direitos da água'?
8- Faça uma síntese sobre a água doce no Brasil.
9- Especifique (taxa porcentual) o destino da água usada pela humanidade.
10- Comente a frase "Água é qualidade de vida".

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Aquífero Guaraní

Educação ambiental para preservação do Aqüífero Guarani na região do Planalto dos Guimarães- MT:
Este projeto tem por objetivo geral contribuir no sentido de divulgar a ocorrência do Aqüífero Guarani no Planalto dos Guimarães-MT, com o fim de preservar o aqüífero e educar para questões relativas ao uso e importância das águas subterrâneas, para a qualidade da vida humana e do meio ambiente.O projeto tem como objetivos específicos:a) Contribuir na formação de crianças e adolescentes para o problema do uso e preservação das águas subterrâneas; b) Divulgar o Aqüífero Guarani na região do Planalto dos Guimarães-MT, visando à proteção do meio ambiente; c) Produzir e oferecer um conjunto de materiais pedagógicos. (Instituição Titular da Proposta:Associação Brasileira de Águas Subterrâneas)
Educação Ambiental: Uma Proposta Sustentável.
Este projeto tem como objetivo a sensibilização e conscientização do Poder Público, da Sociedade e demais atores envolvidos em Ribeirão Preto - SP - Brasil sobre a gravidade dos estoques de água doce no planeta, o uso indiscriminado, a contaminação, a poluição e a degradação dos mananciais subterrâneos e em especial o Aqüífero Guarani e as conseqüências que todos estes problemas acarretam para o futuro próximo da humanidade. Assim, essas pessoas poderão auxiliar na conservação e preservação deste nobre Recurso Hídrico, para que as gerações futuras possam usufruir dessa fonte. Pretende-se proporcionar à população de Ribeirão Preto - SP - Brasil, conhecimentos científicos sobre o tema para que desta forma, a mesma possa se posicionar frente às questões ambientais, auxiliando neste processo de preservação.Pretende-se utilizar atividades voltadas à educação ambiental como forma de sensibilizar a população sobre a importância da preservação dos recursos hídricos, a gravidade da redução dos estoques de água e demais temas relacionados à proteção dos recursos naturais. Fornecer informações para que a população possa auxiliar na fiscalização dessas áreas e exercer seu direito de cidadania. A população terá acesso às informações através de palestras, além de outras atividades de divulgação como: teatro, atividades lúdicas e demais atividades interdisciplinares, esportivas e culturais para atrair a população para os eventos propostos.Nas escolas de educação infantil serão atingidas através de atividade lúdicas como: teatros, dentre outras. A escolha dessa forma de comunicação tem o intuito de aproximar o universo infantil às questões ambientais de forma lúdica para que haja um melhor resultado da atividade. (Instituição Titular da Proposta:UFSCAR - Universidade Federal de São Carlos)
O Aqüífero Guarani é uma das maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo. Possui um volume acumulado de 45.000 km3 (considerando uma espessura média aqüífera de 250m e porosidade efetiva de 15%) e extensão da ordem de 1,2 milhões de Km2, sendo 840.000 km2 (70%) no Brasil, 225.500 Km2 na Argentina, 71.700 Km2 no Paraguai e 58.500 Km2 no Uruguai. Na parte brasileira estende-se à oito estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Possui mais de 500 cidades abastecidas, total ou parcialmente, com suas águas.
As águas são de excelente qualidade para consumo doméstico, industrial e irrigação e, em função das temperaturas serem superiores a 30ºC em todo o domínio confinado, são muito utilizadas para o desenvolvimento de balneários e até mesmo na agroindústria (despelamento de frango). Segundo Rebouças (1999) sobre cerca de 70% da área de ocorrência há possibilidade de os poços serem jorrantes. A utilização do aqüífero se dá de forma desordenada, sem controle, em sua maior parte, o desperdício é flagrante. Faz-se necessário medidas tanto no plano nacional como no internacional.
A região que hoje abriga o Aqüífero Guarani, na Era Mesozóica (240 a 140 milhões de anos atrás) era um grande deserto. Com o passar do tempo, os ventos acumularam enormes quantidades de material arenoso nessa região, formando um extenso campo de dunas sobre o continente Godwanico. Estes depósitos foram recobertos, no Eocretáceo (140 a 120 milhões de anos atrás), por lava basáltica, em um dos mais volumosos episódios de vulcanismo intracontinental do planeta, dando origem a Formação Serra Geral, que ocorre sobre o Aqüífero Guarani. Essa lava, quando solidificou-se, estancou a areia de alta porosidade e condutividade hidráulica (Oliveira Filho, 2000). Foram esses mecanismos geológicos que originaram as rochas (formações geológicas), em cujos poros armazenam-se as águas de Aqüífero Guarani (Borghetti et al., 2004).

Declaração Direitos da Água

A presente Declaração Universal dos Direitos da Água foi proclamada tendo como objetivo atingir todos os indivíduos, todos os povos e todas as nações, para que todos os homens, tendo esta Declaração constantemente no espírito, se esforcem, através da educação e do ensino, em desenvolver o respeito aos direitos e obrigações anunciados e assumam, com medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação efetiva. Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. Art. 8º - A utilização da água implica o respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
(Fonte: Organização das Nações Unidas Paris, 199.)

Água no mundo

A água não é só uma mera substância química formada por átomos de hidrogênio e oxigênio. Nela surgiu a primeira forma de vida do planeta há milhões de anos; dela o processo evolutivo caminhou até formar nossa espécie, e continua a manter toda a diversidade que conhecemos. "Terra, planeta água:"Nenhuma frase é tão verdadeira quanto essa, se pensarmos que 3/4 da superfície do nosso mundo são cobertos por água, sendo 97% salgada, e apenas 3% doce. Contudo, do percentual total da água doce existente, a maior parte encontra-se sob a forma de gelo nas calotas polares e geleiras, parte é gasosa e parte é líquida - representada pelas fontes subterrâneas e superficiais. Já os rios e lagos, que são nossas principais formas de abastecimento, correspondem a apenas 0,01% desse percentual, aproximadamente. Na Terra tudo é mantido graças à presença desse líquido vital: nossas cidades, nossas indústrias, nossas plantações, e, mesmo o oxigênio que respiramos, cerca de 70% dele, vem das microscópicas algas habitantes dessa enorme massa formada por rios, lagos e oceanos.
(Amigo da Água - www.amigodaagua.com.br)